Dançar é uma paixão, mas para manter acesso o fogo desta paixão e preciso trabalho ardo, dedicação, disciplina, respeito e muito amor por cada passo que damos...

*Por: Mary... Mariana de Oliveira...

Divulgando todas as artes através da arte de dançar....


domingo, 19 de junho de 2011

Apologia da Milonga

O Tango Milongueiro ou de Salão
O tango envolve experiências comuns mas é, essencialmente feito na primeira pessoa, por ser algo de pessoal e único que passa pela pele e pela alma de quem dança.
Como diz o poeta, “el tango es un sentimiento que se baila”
Em geral aquele que elege e baila o tango “milongueiro”, acaba por o tornar numa necessidade e num hábito difícil de abandonar, porque somente numa “milonga” está presente o estímulo forte do ocasional e do improviso e onde mais emerge a paixão da dança, estimulada pelas diferentes maneiras de dançar e pela forma do “abraço”, dos pares que se vão
acontecendo e que, muitas vezes, se desconhecem.
Este estímulo não acontece na rotina que um par permanente necessariamente cria, nem numa dança previamente coreografada.
A substância do Tango MilongueiroA substância do tango “milongueiro” radica na fruição do par, ao criar em cada tango um momento de prazer individual e íntimo.
Numa “milonga” existe também a sedução do olhar, o cuidar da imagem, da forma de dançar e do cumprimento dos códigos de convivência, que foram surgindo como forma de organizar o baile.
Alguns são comuns a outras danças de par, outros muito próprios da “ milonga”.
- Dançar no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, para que exista a ordem que permita dançar sem chocar ou ser chocado pelos demais pares;
- Olhar e submeter-se aos olhares, como forma de interactividade entre os bailarinos, olhares esses que poderão ser de aprovação ou desagrado, de timidez ou de desafio, de sedução ou rejeição;
- Submeter-se aos intervalos das “tandas”, que desalentam por vezes, ou surgem na altura menos desejada, (mas que na realidade permitem um pequeno descanso e uma reabilitação das forças);
- Escolher e utilizar códigos de convite e de abordagem, (fase muitas vezes difícil para os dançarinos menos experientes).
- Tradicionalmente na “milonga” argentina continua a ser usado o “cabeceo” (sinal de cabeça), o olhar mais intenso, o piscar de olhos ou o convite verbal directo, embora esta ultima forma seja francamente criticada pelos “milongue
Estes comportamentos e outros, variam necessariamente com o local da “milonga” e o clima existente, mas submete-nos sempre a uma organização e a regras de comportamento que nos provocam estímulos e por vezes criam um clima que nos faz encontrar a ocasião própria para, naquele local e naquela altura, dançar, quiçá, o melhor tango da noite ou, quem sabe, o melhor tango da nossa vida.
Pode-se sempre dançar, noutro qualquer lugar com um par que nos agrade e nos estimule, mas certamente que não se sentirá o clima de “milonga”, onde se encontra toda a ritualidade do ambiente e do encontro, tendo sempre de permeio e como protagonista principal o que os une, o tango.
È na “milonga” que homem e mulher se juntam miticamente no abraço de uma dança que se improvisa e permanentemente se cria.
Num espaço de “milonga” não está também e unicamente em jogo a interacção com o nosso par, mas estamos, de facto, numa relação estreita com todos os que ali dançam, sendo indispensável não esquecer o respeito que devemos aos outros pares, já que a nossa forma de dançar, para o bem ou para o mal, se vai reflectir necessariamente no ambiente do baile.
Aquele que faz estrondosos ganchos, marca contundentemente boleos e adornos, gira pela pista vertiginosamente daqui para ali, não só acaba inevitavelmente por chocar com o vizinho, como vai com certeza sentir o olhar de desaprovação dos atingidos e em milongas de outros tempos, encontraria com certeza o punho da ocasional vitima ou de algum parente que surgisse em defesa do ou da ofendida.
iros” mais tradicionais….
O baile deve ser mais repousado e menos “voador”.
O “milongeiro” tem sempre presente que giros ou adornos somente devem ser executados quando o espaço o permita, o mesmo se passando com os recuos ou as mudanças brusca de direcção.
O tango actual assenta numa complexa estrutura em que devem ser conjugados o estilo e a técnica.
Nas décadas áureas de 30 a 50, em Buenos Aires e noutras capitais europeias, bailava-se com os códigos populares que, durante muito tempo, assentaram basicamente “na paixão e na carne”.
Segundo “milogueiros” dessa época e que foram testemunhas presenciais dessas “milongas”, eram poucos os que realmente bailavam “bem”. Toda a gente se movia ao ritmo da música, cultivava-a e bailava-a, mas eram escassos os bailarinos que se submetiam á estrutura do tango, o recriavam e o reinventavam.
Com a evolução natural da dança, a complexidade foi crescendo, o tango” milongueiro” melhorou muito de qualidade, mas nunca adoptou uma complexidade técnica que o levasse a utilizar um grande número de passos e figuras por dança.
Aquele que baila bem não é necessariamente o que utiliza um complicado e infindável número de figuras.O actual “milongueiro” domina bem a técnica dos passos, dos giros, das caminhadas, das paradas, sabe colocar e apoiar os pés de uma forma segura, garantindo equilíbrio para si e para o par, cuida do abraço, domina bem a complexa expressão corporal, o que lhe permite conduzir a mulher com todo o corpo, cuida da harmonia dos movimentos e procura criar sempre um espaço comum, que irá permitir ao par, improvisar e a recriar, fazendo com que ambos ponham no na dança a sua personalidade e a sua maneira de dançar ou estilo.
O tango “show ou fantasia”
.Neste tipo de tango são diferentes os requisitos, tanto nos objectivos como nas exigências. Já obriga a uma preparação prévia e cuidada, cujo objectivo é presentear os espectadores com um show rigoroso e que pouco ou nada tem a ver com o tango que deve ser praticado numa “milonga”.
Neste tango, o par está preparado para se expor e ser avaliado, havendo um saber antecipado, uma planificação prévia e uma coreografia para exibir, com pouco espaço para a improvisação e a espontaneidade
No tango show também estão necessariamente presentes emoções nos bailarinos. Mas são as que advêm da tensão do espectáculo e do melhor ou pior desempenho, importando essencialmente as emoções que conseguem criar nos que os vêem.
Como tango profissional que é, o objectivo do par naquele momento não é o de desfrutar o prazer da dança, mas sim o de oferecer algo que os outros possam fruir.
Sempre os profissionais frequentaram as “milongas”, como forma de não perder o contacto com o tango “milogueiro”, mas também na busca do prazer que a tal espontaneidade e o improviso proporcionam e que o espectáculo em palco não lhes dá.
Nas “milongas” actuais e apesar do surgimento dos novos espaços as novas tecnologias e os novos ritmos, cada vez que um principiante entra numa “milonga”, sente necessariamente o passado que não teve a possibilidade de conhecer e com certeza, aquela nostalgia indefinida que os “milongueiros” sempre buscaram.
Nas actuais milongas “porteñas”, muitos dos antigos códigos ainda são usados e aceites pela nova geração do tango, porque necessariamente precisam de cumprir regras que lhes permitam a interacção com o seu par e com os restantes pares que partilham o mesmo espaço, aceitando e transmitindo a tradição que faz do tango uma dança única.

É nas “milongas” onde o “abraço” é mais forte e onde o “encontro” pode produzir emoções irrepetíveis.
Fonte: http://www.portotango.com/LDU800/page.php?id=55

domingo, 12 de junho de 2011

Burlesque


















Ficha Técnica

título original:Burlesque
gênero:Drama
duração:1 hr 59 min
ano de lançamento: 2010
site oficial: http://www.burlesque-movie.com/
estúdio: De Line Pictures
distribuidora: Screen Gems (EUA) | Sony Pictures (Brasil)
direção: Steven Antin
roteiro: Steven Antin, Susannah Grant e Keith Merryman
produção: Donald De Line
música: Christophe Beck
fotografia: Bojan Bazelli
direção de arte: Chris Cornwell
figurino: Michael Kaplan
edição: Virginia Katz

Curiosidades

- Estreia da cantora Christina Aguilera no cinema e como protagonista;

- O filme reúne a cantora e atriz Cher, vencedora do Oscar, com outra cantora e, agora atriz estreante, Christina Aguilera;

- Jessica Biel e Lindsay Lohan tiveram seus nomes cogitados para viver o personagem Nikki, que acabou ficando com a atriz Kristen Bell;

- Três atores da série Crepúsculo foram considerados para interpretar o papel de Jack: Robert Pattinson, Kellan Lutz e Taylor Lautner. Por coincidência (provavelmente comercial), Cam Gigandet, também do elenco da saga, acabou ficando com o papel;

- A primeira opção de Christina Aguilera para viver Nikki era Emma Stone;

- Os atores Patrick Dempsey, Sam Worthington, Casey Affleck e ainda Jamie Foxx tiveram seus nomes na lista para interpretar o personagem Marcus. Eric Dane, que trabalhou com Foxx em Idas e Vindas do Amor, ficou com o papel;

- A foto do personagem Ali com sua mãe é uma foto verdadeira da cantora Christina Aguilera com sua mãe real, Shelly Kearns;

- Cher canta "You Haven't Seen the Last of Me" ao vivo;

- O ator, roteirista, produtor e diretor Steve Antin teve a ideia de fazer o filme depois de ver Christina Aguilera cantando como convidada do grupo The Pussycat Dolls, criado por sua irmã Robin Antin;

- A primeira música que Ali dança durante seu teste é "Nasty Naughty Boy" da própria Christina Aguilera;

- O personagem de Stanley Tucci aparece fumando na maioria de suas cenas;

- Durante uma entrevista, Cher revelou que a mulher mais velha do elenco além dela tinha 32 anos;

- A maioria das roupas usadas pelo personagem de Cher fazem parte do próprio armário da atriz e cantora na vida real;

- Quando Tess (Cher) pergunta a Sean (Tucci) o que aconteceu com as dançarinas de Los Angeles, ele responde que estão no programa "Dancing with the Stars". Uma de suas dançarinas no filme, a atriz Julianne Hough, foi uma das competidoras no programa na edição de 2005 e terminou em 4º lugar;

Sinopse

Ali (Christina Aguilera) deixou sua pequena cidade natal em busca do sucesso em Los Angeles. Logo ao chegar ela conhece a boate Burlesque, especializada em shows musicais de belas mulheres, que sempre se apresentam usando playback. O local é gerenciado por Tess (Cher), que nega uma chance a Ali. Ela insiste e consegue ser contratada como garçonete, graças à ajuda do balconista Jack (Cam Gigandet). Ali passa a acompanhar todos os shows, decorando as canções e coreografias. Quando Tess e seu braço-direito Sean (Stanley Tucci) realizam uma audição em busca de novas bailarinas, Ali aproveita a chance para mostrar do que é capaz.

Fonte dos Textos:
http://www.adorocinema.com/filmes/burlesque/